Nosso Encontro com o Deus do Pacto


Por Daniel Hyde

Êxodo 29: 38-46
Para nós, cristãos, o adorarmos a Deus segundo a sua Palavra é de grande importância para a glória do Senhor e para as nossas almas. Porque quando adoramos segundo Sua Palavra, estamos nos submetendo à sua vontade. Fazer isso é trazer glória a Ele, mas é também um bem para nossas próprias almas, pois existem muitos benefícios que podemos tirar da adoração pública. Nós, como seus “pequeninos”, nos achegamos a Ele para receber sua graça. Nos achegamos para sermos recebido por Deus e receber a obra do Santo Espírito em nós. Nesta passagem podemos ver a glória de Deus na adoração.

Podemos ver no capítulo 28 de Êxodo as ordenanças de Deus com respeito às vestimentas dos sacerdotes, e quando entramos no capítulo 29 vemos uma cerimônia longa e elaborada de ordenação ou consagração. Nos vv. 38 a 42 deste capítulo vemos as ordenanças de Deus para as ofertas contínuas dos sacerdotes, para todos os dias. Entre outras coisas vemos aqui que Deus está preocupado com sua adoração. Não queremos discorrer sobre o Princípio Regulador do Culto propriamente dito, mas ele está presente por detrás do que iremos falar.

Propósito e Benefícios da adoração
Quero destacar que nos versículos 43-46 podemos ver o propósito e os benefícios da adoração a Deus. Vemos como a glória de Deus e Sua preocupação com nossas almas se unem. No v. 43 lemos que, “Ali, virei aos filhos de Israel”. Ou seja, à porta da tenda da Congregação Deus encontra-se com seu povo e lhes mostra sua glória.

Vejamos três benefícios que nós podemos tirar desta glória:

I) Em primeiro lugar, na adoração existe um encontro com Deus.

II) Em segundo lugar, existe uma santificação que nos vem de Deus.

III) Em terceiro lugar, recebemos conhecimento de Deus.

Deus, pelo seu Espírito, nos ensina estas coisas.

I) O primeiro benefício é que Deus se encontra com seu povo.
Vemos isso no v. 42 e 43: “... onde vos encontrarei... Ali, virei aos filhos de Israel...”. Que benefício maravilhoso é que Deus se encontra com seu povo! Isto é muito instrutivo, pois enquanto outras tradições cristãs colocam o foco da adoração no líder do culto, podendo ser um sacerdote ou um evangelista ou um líder de louvor, na adoração bíblica o foco é o nosso encontro com Deus e que nós nos achegamos diante da “face de Deus”. Nós entramos na presença de Deus! É verdade que nos encontramos uns com os outros e com eles mantemos comunhão, mas em primeiro lugar e o mais importante, é que nos achegamos para ter comunhão com Deus. Veja a profundidade que existe nisso: “Ali, me encontrarei com vocês”.

Vejamos isso no contexto da queda dos nossos primeiros pais. Depois do pecado de Adão e Eva, Deus os afastou de sua presença expulsando-os do Jardim do Éden. A partir deste momento a vida do homem fica “à leste do Éden”. Até então a humanidade vive num deserto. Então Deus se achega ao seu povo e diz: “Eu vou me encontrar com vocês novamente”. E, assim como no jardim Deus andava com Adão, Ele diz novamente que virá andar com seu povo. O Tabernáculo era para ser uma expressão vívida do Jardim do Éden. Todo o colorido do Tabernáculo, suas cortinas e o que nelas havia sido bordado, como árvores... um anjo bordado no próprio véu como sendo um símbolo do anjo que guardava o Jardim do Éden, tudo isso era Deus falando: “Meu povo, eu vou me encontrar com vocês!”. Aqui Deus nos dá, a nós pecadores, uma prévia do que será nossa vida com Ele no céu. A adoração na terra é como se fosse uma prévia da vida no céu. Este é um grande benefício para a Igreja, porque o próprio Deus se encontra com seu povo. O grande Criador se encontra com sua criação. O Deus infinito se abaixa para o que é finito. Ao fazer isso, Deus nos mostra sua própria natureza.

O Catecismo de Hidelberg nos diz o seguinte com respeito ao AMÉM, na oração do Senhor:

“Pois é mais certo e verdadeiro que Deus ouviu a minha oração, do que o sentimento que tenho em meu coração de desejar isso dEle”.

Ou seja, Deus está mais pronto a nos ouvir do que nós estamos de falar com Ele. Deus está mais disposto a se encontrar com pecadores do que os pecadores estão de se encontrar com Ele. Assim vemos sua maravilhosa graça, sua infinita misericórdia, seu coração voltado para o seu povo, porque Deus em sua graça irresistível atraiu para si uma Congregação. Na verdade isto é uma figura para nós da nossa própria adoração. Porque, no culto nós adentramos ao tabernáculo celestial. Os israelitas adentraram a um tabernáculo terreno, mas o Novo Testamento diz em Hebreus 12 que nós não chegamos mais a um monte terreno que pode ser tocado, mas que nós chegamos à nova Jerusalém celestial, nos achegamos a Deus, o juiz de todos, a Jesus Cristo e já fazemos isso pela fé.

Então, nós não nos achegamos à adoração para sermos passivos, nem para sermos meros expectadores ou para sermos entretidos, mas nos achegamos para ter um encontro face a face com o Deus vivo. Observe como isto é expresso aqui, observe onde Deus diz que irá se encontrar conosco. Dos vv. 38 a 42 o escritor diz que é no local onde acontece o sacrifício ― é lá que Deus se encontra com seu povo. É lá, onde os pecados são perdoados e que Deus abençoa com graça. Agora Deus está conosco em Cristo, porque Jesus, pelo seu sacrifício, abriu novo caminho para nos encontramos com Ele pela fé. É em nossa adoração que chegamos a uma comunhão mais plena, mais próxima com Deus. Assim como Moisés adentrava à tenda da Congregação e orava a Deus (e ouvimos que ele se encontrava com Deus face a face como a um amigo), agora quando o véu foi rasgado em duas partes, todo crente em Cristo se encontra com Deus como se fosse seu amigo.

Embora isso seja tão importante para nós crentes — o orarmos particularmente como indivíduos, como casais, como famílias ― existe algo distinto no culto público. Existe algo a mais quando nos reunimos como um povo para adorá-lo. Isso levou certo puritano, David Clarkson (1621-1686), a dizer: “A adoração pública deveria estar em primeiro lugar em relação à adoração privada”. Não que a adoração particular seja sem sentido, não que tudo seja culto público, mas temos que adorar a Deus tanto em particular como em público. No entanto, é na adoração pública que Deus faz uma promessa explícita de nos encontrar e onde Ele diz que se aproxima de nós. Este encontro não é simplesmente um vislumbre, um momento fortuito, que passa rapidamente, mas nos ajuntamos para nos tornar um lugar da habitação de Deus. Paulo nos diz que somos criados para nos tornar o lugar da habitação de Deus. Por isso ele diz que devemos nos preocupar com o que fazemos no culto.

Em I Co.11:10 Paulo diz que devemos ser respeitosos na adoração quando nos relacionamos com Deus por causa dos anjos, porque eles estão no nosso meio. O nosso meio — o povo de Deus reunido em adoração com a presença de Deus e os anjos ― é céu, porque Deus está presente. Pedro diz que o Espírito de Deus paira sobre nós. Adoração é um encontro com Deus. Espero que isso mude a forma como você adora a Deus e lhe ajude a se preparar para o momento de adoração. Oro para que você veja a grande importância do culto público e que o leve a participar dele. Quando nos encontramos com Deus existe um segundo benefício.

II) O segundo benefício é que Deus nos santifica.
Vemos isso nos vv. 43 e 44. Deus santifica o lugar da habitação e os sacerdotes.

Ali, virei aos filhos de Israel, para que, por minha glória, sejam santificados, e consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes.

A raiz desta palavra santificação nos fala de algo que é separado. Então podemos ver que Deus nos tira do mundo e nos leva para diante de sua presença. Não devemos ser conformados ao mundo, mas conformados a Cristo. É como um escultor que tem uma bela escultura de madeira em sua casa e encontra outro grande pedaço de madeira e começa a lapidar e tirar os seus excessos e as pontas ásperas e deixá-la lisa e bonita. Mas todo tempo em que faz isso, ele olha para a peça original. É isso que Deus faz conosco na adoração. Ele tem o seu Filho Jesus Cristo e Ele é a exata imagem de Deus e nós estamos sendo conformados a Ele. Nós estamos cada vez mais sendo conformados a Deus. Mas isso acontece pelo poder do Espírito Santo que faz isso em nós durante todo curso de nossa vida. Porém, de uma forma mais intensa e pessoal, essa obra está acontecendo no culto público.

No v. 44 você vê que apenas os sacerdotes estão sendo santificados. E o restante da congregação? Por que é algo tão restrito aos sacerdotes? Temos de ver o lugar em que estamos no plano de Deus. Na velha aliança a adoração era bastante restrita. Havia um véu que separava as pessoas do sacerdote e outro véu que separava o sacerdote do Sumo Sacerdote. Deus estava sendo muito restrito para que causasse em todas as pessoas o anseio de que um dia eles se encontrassem com Deus e para que não apenas um dia por ano o Sumo Sacerdote entrasse no Santíssimo lugar, mas um dia chegaria em que todos os crentes se tornariam sacerdotes e assim todos adentrariam àquele lugar.

Então, o benefício é para todos nós e que todos estamos sendo santificados pelo poder do Espírito Santo. Vejamos dois textos que nos mostram isso:

Pedro nos diz em 1Pe.2:4 e 5:
“Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”.

Pedro nos diz que nós somos como pedras vivas e nos achegamos a Cristo que é A pedra viva. No v. 5 ele diz que somos edificados. Cada um de nós é uma pedra específica e Deus está nos colocando todos juntos para edificar uma casa. Veja como Pedro descreve a esta casa. A casa edificada é uma casa espiritual. Ele diz que dentro da casa existem sacerdotes — um sacerdócio santo. O que os sacerdotes fazem lá dentro da casa? Eles estão oferecendo sacrifícios. Mas temos de atentar para como eles fazem o sacrifício ― são sacrifícios espirituais. Será que eram sacrifícios invisíveis? Será que eram coisas que nós não poderíamos ver nem tocar? Ou será que eles significam “espirituais” no sentido de que são o nosso próprio sacrifício humano? O contexto responde à questão. Sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Isso nos soa familiar? Espírito, Deus e Cristo? Aqui temos o Deus triúno. E o próprio Espírito está nos fazendo de uma casa cheia do Espírito para que sejamos oferecidos como sacrifícios santos cheios do Espírito Santo. E estes são oferecidos a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Veja ainda o v. 9:

"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz".

Esta é uma citação do Velho Testamento que nos chama de raça aleita, sacerdócio real, nação santa, um povo de propriedade exclusiva, para quê? Para que proclamemos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Nós somos esta casa espiritual; somos aqueles sacerdotes que se encontravam com Deus à porta da congregação.

Vemos outra passagem em Hb 10:19:
“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus”.

Aqui o autor está resumindo o grande argumento de que Jesus Cristo é o nosso sacerdote. Por causa de Cristo nós temos confiança para adentrar ao Santo dos Santos e fazer isso pelo sacrifício de Cristo, porque Ele é o nosso grande sacerdote. E veja a exortação do v. 22: “...aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura”. Chegamos com nossa consciência purificada e nos achegamos com nosso corpo lavado com água. O autor está falando aqui de todos os sacrifícios do Antigo Testamento; todas as ofertas, todas as purificações cerimoniais que são todas cumpridas em Jesus Cristo. Podemos ver que estamos sendo santificados porque já fomos lavados e limpos. É por isso que o autor diz no v. 23 ― “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” — que nós vamos continuar a ser santificados.

Você vê a conexão entre o que Cristo já fez e o que está fazendo e como nós respondemos à Sua obra? Mais uma vez, quando nos achegamos juntos, como seu povo sacerdotal, devemos guardar firmes nossa confissão, devemos nos estimular uns aos outros para o amor e as boas obras — devemos nos ajuntar e nos reunir para nos encorajar uns aos outros, porque a segunda volta de Cristo está próxima. Percebe o que o autor está dizendo? Ele diz que quando nos achegamos juntos para nos encontrar com Deus, devemos ser mudados de tal forma que sejamos lançados de volta ao mundo para juntos confessarmos o nome de Cristo. Para guardarmos firme esta confissão mesmo com toda a descrença existente no mundo e a despeito de toda a pressão da sociedade mundana; a despeito de todas as tentações existentes ao redor do mundo; apesar da pressão da família, amigos e vizinhos que zombam de nós por causa da nossa fé. O autor diz: “Guarde firme esta confissão”. Somos lançados de volta ao mundo para que amemos ao próximo como a nós mesmos. Achegamos-nos como povo de Deus para sermos testemunhas da vinda de Cristo que breve voltará. Imagine!

Que impacto a Igreja exerceria no mundo, se realmente crêssemos que quando nos ajuntarmos como seu povo, estamos nos encontrando com Deus e se crêssemos que na adoração corporativa o próprio Deus está nos santificando. Que impacto a Igreja exerceria no mundo se, de fato, crêssemos que realmente somos o lugar da habitação de Deus e que nos encontramos face a face com Ele; se crêssemos que o que estamos fazendo é recebendo algo de Deus! Imagine o impacto que levaríamos ao mundo quando a ele fôssemos enviados com nossas mentes transformadas, dando respostas a todos que nos perguntam a respeito de nossa fé. Imagine nossos corações sendo transformados para nos sensibilizarmos com nossos vizinhos que sofrem; com nossos lábios e palavras sendo transformadas para falarmos a verdade em amor; com nossos desejos transformados para pensarmos seriamente o que fazer e o que não fazer. Imagine que impacto levaríamos ao mundo se fosse isso o que fazemos na Igreja e se fosse exatamente isso que faríamos se fôssemos enviados ao mundo para fazer.

Você crê que a adoração pode ter este poder? Você crê que a adoração faz esta transformação? Ou será que é apenas um encontro de amigos para lancharem juntos, ou apenas uma rotina a ser cumprida, ou bater um papo para saber como viver a vida de uma forma melhor? Você acha que na adoração, no culto, Deus realmente transforma? Eu peço a Deus que você creia nisso. Oro para que quando nos ajuntarmos para um encontro com Deus, face a face, nossa face brilhe assim como aconteceu com Moisés quando esteve diante de Deus (Ex 34:29). Eu oro para que quando você entrar diante da presença de Deus no Dia do Senhor saia de lá com a face brilhando e o mundo veja a glória de Deus em você. Que você seja aquilo que Paulo diz: uma carta viva, sal e luz. Deus pode fazer isso! Deus fará isso! Acheguemos-nos a Deus com esta expectativa. Ele vai mudar a nós e ao mundo até a volta do Senhor Jesus Cristo.

III) Em terceiro lugar vemos, no texto, que quando nos achegamos a Deus é também para receber conhecimento.
No v. 46 vemos que os Israelitas saberiam que Deus é o Senhor ― “... saberão que eu sou o Senhor...”. Mas como eles viriam a saber isso? Veja a conexão entre os vv. 42 e 46. No final do v. 42 lemos que Deus se encontraria com os sacerdotes enquanto eles ofereciam aqueles sacrifícios contínuos e o verso conclui dizendo: “... para falar contigo ali”. Então, vemos que os sacerdotes não se achegavam ali apenas para sacrificar, mas para receber a Palavra viva e ativa de Deus para que eles soubessem que Ele é o Senhor. Deus falaria com ele. Mas os sacerdotes não ocultavam aquelas palavras apenas para si, nos seus próprios corações, pois o ofício sacerdotal era também para ensinar. Então, quando Deus se encontrava com os israelitas no tabernáculo e, tendo falado a todos os sacerdotes, o povo iria saber “que eu sou o Senhor” (v. 46). O que o autor nos coloca aqui? Ele está dizendo que os sacerdotes são pregadores. Os sacerdotes conduziam o povo no conhecimento de Deus. Mas, conhecimento de Deus, não é apenas informação à nossa mente, mas é conhecê-lo experimentalmente. É conhecer com a certeza e a convicção de que ele é Deus. Estes sacerdotes-pregadores conduziam o povo a conhecê-Lo e este conhecimento era repassado ao restante deles. Veja aqui o que o texto diz sobre pregação. Consegue ver as implicações de tudo isso para os pastores? Nós pastores temos de nos encontrar com Deus individualmente. Quando estudamos a Palavra de Deus, nós nos encontramos com Ele para receber a sua Palavra, seu Evangelho. Isso tem que afetar nossos corações para podermos conduzir outros ao conhecimento dEle. Se sua pregação, pastor, não lhe afeta o coração ela é inútil. Se a pregação não afeta minha própria vida como pastor, então eu serei um mero hipócrita! Precisamos nos achegar à presença de Deus e estudar sua Palavra e ter nossas faces como a de Moisés, brilhantes. Precisamos entrar na presença de Deus e ser transformado por ele.

Paulo nos diz que os ministros da nova aliança não têm um véu (Êx 34:33-35), mas eles chegam com poder, com confiança. Nós pastores sairemos da presença de Deus sabendo que nos encontramos com ELE. Nós nos achegamos com sabor de morte e sabor de vida (2 Co 2:16); nos achegamos tanto com a Lei quanto com o Evangelho; pregamos a cruz de Cristo que condena o mundo e seus pecados e os homens incrédulos, mas é a fonte de toda a vida para aqueles que creem. Nós precisamos ser estes pregadores que conduzem outros aos pés da cruz. Precisamos sair do nosso gabinete de estudo sabendo que nos encontramos com Deus. Não apenas com um amontoado de informações, não apenas para mostrar fatos interessantes da Palavra, mas sair e falar em nome de Deus. O poder deste tipo de pregação vem do próprio Espírito Santo. É aquela unção da qual Lloyd-Jones falou. Entreguemo-nos como instrumentos, mas sem preocupação em aparecer, para que diminuamos e Cristo cresça.

Deus ordenou que homens pecadores conheçam a Deus através de homens pecadores. Isso parece tão tolo, não? As palavras de um mero homem podem transformar corações? Isso de fato parece muito tolo. Mas é a sabedoria de Deus. Ela é sem poder, é fraca, mas Paulo diz que é o poder de Deus. Ele ordenou a pregação e tudo para trazer glória para si mesmo e que ninguém se orgulhe na sua própria sabedoria ou em seu próprio poder. Mas nos orgulhemos unicamente no Senhor.

Concluo onde iniciei. Você está preocupado e desejoso da adoração a Deus? Tem desejado estar em Sua presença? Quando adoramos a Deus de acordo com sua Palavra, nós temos a seguinte confiança: Nos encontramos com Deus, Ele transforma nossos corações e o próprio Senhor nos leva a conhecê-lo mais.

Este é o desejo de Deus para nós na adoração pública. John Owen disse: “O amor de Deus não descansará até que este amor nos conduza a si mesmo. Nós fomos feito para Ele e não descansamos até que nos achegarmos a Deus”.

Que privilégio é nos aproximarmos do trono de graça.

Amém 

Um comentário:

Filipe Luiz C. Machado disse...

Olá, amado.

Certamente que nos é grande privilégio poder adentrar o santo dos santos e louvarmos face a face o grande poderoso Senhor dos Exércitos.
Quisera que a dita igreja de Cristo atentasse para tão grande bênção que é estar reunido com o Deus triuno que efetua nos Seus tanto o querer como o realizar.

Que o Senhor vos abençoe grandemente.

Em Cristo e para a progressão do Seu reino,
Filipe Luiz C. Machado
www.2timoteo316.blogspot.com